Tudo bem mesmo não estar tudo bem?

A gente se cobra e é cobrado o tempo todo para estar bem. Você tem que estar bem, sorrir, ser simpático, estar bem arrumado, animado. Mas como fica quando não está tudo bem? Quando nossas emoções estão confusas ou machucadas, quando estamos tristes, decepcionados, frustrados, em luto?

Desde muito cedo eu aprendi que temos nossas obrigações a cumprir independente do nosso estado emocional e as vezes até físico. Nunca soube o que era uma indisposição até chegar a vida adulta e ouvir essa justificativa por outras pessoas.

Mas por vezes é muito difícil seguir. O fato de estar ocupando seu lugar no mundo, cumprindo honestamente com seus afazeres muitas vezes dá a ideia que temos que estar bem e prontos. E muitas vezes não estamos de fato.

No mundo de relações rasas, quem mergulha fundo pode morrer afogado. A incompreensão assola a humanidade e a gente vai perdendo a capacidade de se colocar no lugar do outro. Hoje precisamos de palavras específicas para tentar resgatar características que nos tornaram humanos: empatia, resiliência, proatividade, sustentabilidade, empoderamento… e a minha favorita HUMANIZAÇÃO. Humanos precisando de conceitos para resgatar a humanização que outrora foi inata.

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E a gente precisa se explicar o tempo todo, se não estamos sorrindo, que estamos com dor, ou preocupados e até mesmo tristes. E olha que mesmo explicando, muitas vezes não somos compreendidos. Outra palavra legal que precisa ser trabalhada o tempo todo: compreensão.

A evolução do mundo é linda, mas a gente precisa ter cuidado mesmo é com a nossa humanidade, sem ela de nada vale todo o resto.

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