Tudo bem mesmo não estar tudo bem?

A gente se cobra e é cobrado o tempo todo para estar bem. Você tem que estar bem, sorrir, ser simpático, estar bem arrumado, animado. Mas como fica quando não está tudo bem? Quando nossas emoções estão confusas ou machucadas, quando estamos tristes, decepcionados, frustrados, em luto?

Desde muito cedo eu aprendi que temos nossas obrigações a cumprir independente do nosso estado emocional e as vezes até físico. Nunca soube o que era uma indisposição até chegar a vida adulta e ouvir essa justificativa por outras pessoas.

Mas por vezes é muito difícil seguir. O fato de estar ocupando seu lugar no mundo, cumprindo honestamente com seus afazeres muitas vezes dá a ideia que temos que estar bem e prontos. E muitas vezes não estamos de fato.

No mundo de relações rasas, quem mergulha fundo pode morrer afogado. A incompreensão assola a humanidade e a gente vai perdendo a capacidade de se colocar no lugar do outro. Hoje precisamos de palavras específicas para tentar resgatar características que nos tornaram humanos: empatia, resiliência, proatividade, sustentabilidade, empoderamento… e a minha favorita HUMANIZAÇÃO. Humanos precisando de conceitos para resgatar a humanização que outrora foi inata.

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E a gente precisa se explicar o tempo todo, se não estamos sorrindo, que estamos com dor, ou preocupados e até mesmo tristes. E olha que mesmo explicando, muitas vezes não somos compreendidos. Outra palavra legal que precisa ser trabalhada o tempo todo: compreensão.

A evolução do mundo é linda, mas a gente precisa ter cuidado mesmo é com a nossa humanidade, sem ela de nada vale todo o resto.

Cacto em flor – devaneios de uma mente inquieta

Eu sempre tive um desejo secreto de começar um blog, mas sempre achava besteira. Blog do que? Não tenho nada interessante pra falar.

Mas nos últimos tempos a necessidade de escrever vem aumentando. E esse sempre foi meu método favorito de aliviar o coração e a mente, mas com o tempo e a correria da vida adulta (na adolescência eu escrevia horrores) o hábito foi se perdendo.

Então cá estamos. A tela e eu. Sem cadernos ou diários dessa vez. Cá escrevo para mim mesma, numa tentativa de aliviar a cabeça das mil ideias, dores e dúvidas que a povoam.

Talvez muitas coisas nem façam sentido quando forem lidas, mas o sentido das coisas quem dá é a gente mesmo.

Que as palavras possam fluir por aqui, sem medo, sem peso, sem pudores. Que voem os devaneios e o que mais me der vontade. E que elas me ajudem a encontrar de novo a leveza que me escapou pelas mãos diante dos desafios da vida.

É tão difícil não se deixar enrijecer diante das perdas e dores, partidas e despedidas… Vida que segue é bordão fácil de se falar, mas difícil de se viver na prática.

Hino da saudade

O Mar serenou
Fonte: Pinterest